Breves relatos

Segue abaixo, breves relatos de pessoas que já se permitiram (ou ainda se permitem) conhecer-se por meio da Análise.

 

1A.T.R. 38 anos, sexo feminino. 

2018:

2 – J.M.S.T, 18 anos, sexo feminino. 

Primeira terapia foi em 21/6/2018. Iniciei a terapia há 8 meses, e para mim foi um reencontro comigo mesma. Com o decorrer do tempo e trabalho, a terapia ajuda a nos descobrirmos, aceitar e respeitar as fases da vida. Saber reconhecer as falhas e aprender a lidar com os problemas é um nível incrível de amadurecimento adquirido com o tempo e sessões terapêuticas. Já fui em sessões sem vontade, por as vezes os problemas estarem falando mais alto, e quando cheguei na sala do consultório, eu saía completamente mais leve, uma outra pessoa. Pois a terapia ajuda acalmar a alma, aquietar o coração. Só é preciso confiar e se entregar durante o processo terapêutico, para colher os frutos dos rendimentos. As vezes nós (os pacientes ou futuros pacientes) ficamos tão sobrecarregados com a vida cotidiana, com os problemas que muita das vezes não vemos saída, e quando conversamos com pessoas de fora, percebemos que para tudo há uma solução, aquilo que parecia ser inexistente e sem hipótese, acaba salvando seu dia, e até mesmo vidas. O Conselho que dou é que vale apena investir na sua saúde mental, pois as pessoas, o mundo, anda muito sobrecarregado, e não podemos deixar nos perder. Cuide-se, procura ajuda, aprenda a ter controle sobre si mesmo e se reconcilie com sua própria história! Como diz Veronicka Meirelles: “O mundo deveria fazer terapia, o certo seria ter um terapeuta a cada esquina”11/02/19.

3A.M, 45 anos, sexo feminino. 

Porque as pessoas se sentem perdidas, tristes e a vida parece perder o sentido. Eu estive assim sem expectativas, depressão, tristeza profunda e até mudanças de humor. Afinal o que é terapia? O que acontece fazendo terapia? São conhecimentos especializados, estudados para melhorar nossa condição de vida. Na terapia você expressa seus medos, angústias, coisas que você não fala nem para seu médico, ou sua família. O médico cuida do corpo, o psicólogo da alma (do espírito). É indicado para esses fins e estão ali para te ouvir, possuindo assim um tempo especial só para você. E qualquer palavra que diga, já é um ponto a ser analisado. O uso da sinceridade é fundamental. Quanto mais sincero for, mais clareza terá. Pode ser um pouco difícil nas primeiras sessões. Mas não é preciso ter receio ou desconforto. É preciso que fale algo que ela (e) perguntar e através daí, ele ou ela poderá captar o que se passa. Lembre-se que eles estão ali para te ouvir… então fale… chore se sentir necessidade. E porque só vocês estão ali, ninguém mais pode ouvi-lo. No começo, nas primeiras sessões, nada parecia fazer o efeito que esperava. Me sentia triste. E quando era perguntada como eu estava, eu dizia no final da sessão que “não estava legal”, usava toda minha sinceridade. É aí que começa o trabalho deles; procurando outros campos para serem descobertos; ver essa dor ferida que eu falava, das minhas angústias. E aos poucos fui falando de meus familiares, amigos enfim, tudo que fazia parte da minha vida, e fui colocando para fora. Mas ainda havia algo que me atormentava só que nem sabia. Até que falei de um assunto, e isso foi a chave para abrir a porta que eu queria que fosse aberta. É difícil falar, pelas dificuldades que encontra ao relatar coisas, tipo nó na garganta, voz embargada, choro preso. Até que eu, nessa experiência que eu tive, eu desabei num choro desesperador. Mas minha psicóloga estava ali e me vendo chorar, sentou-se ao meu lado, me abraçou colocando levemente minha cabeça em seu ombro (por algum motivo ela sabia que eu precisava disso, dessa forma). Senti protegida, confortada, consolada. E tive forças para falar mesmo chorando o que me doía. O (a) psicólogo (a) é seu companheiro dessas horas. Tanto que ela continuou ali me auxiliando e abraçada comigo. Mas não pensem que isso foi de um dia para o outro. Foi preciso várias sessões até ela descobrir este ponto de dor. Há pessoas que pensam que psicólogos é para loucos e que não precisam dessas ajudas. Mas não é bem assim. Todos nós precisamos desta terapia, até médicos, professores, recorrem à terapia hoje, pois nós vivemos agitados tempo todo. E a rotina do dia a dia é a correria, pra lá e pra cá, e tem uma hora que é preciso desobstruir a mente. É importante procurá-los e não ficar remoendo dores que você nem sabe de onde vem. Procurem ajuda desses especialistas. É preciso persistência, o querer melhorar. Se no começo não surtir efeito nas primeiras sessões, nunca desanime, nem falte às sessões. Minha vida tomou outro rumo a partir dessa persistência, calma nas primeiras sessões, afinal você vai falar com alguém que não te conhece e nunca te viu e vice-versa. A terapia te dá um espaço que é preciso para falar, conversar. Eu fui soltando devagar, conversando coisas até para ficar mais tranquila. Quando eles fazem perguntas o objetivo ali é aprofundar no assunto para trabalhar em cima “dele”, dessas perguntas e respostas, sem críticas, sem ofensas. Esse espaço que oferecem é para falarmos e sentirmos melhores. Não tenha receio, nem vergonha de falar o que sente, nem vergonha de chorar e falar o que te machuca. É mostrar suas feridas para que possam cuidá-las. Feridas guardadas que não cicatrizam, e escondidas fazem estrago na vida da gente. Ao contrário que colocadas para fora, faz sentirmos bem. E eu fui colocando essas feridas para fora, de infância, juventude, coisas que possuem episódio desastroso se não cuidado. Quando se narra esses sentimentos ocultos você se sente mais leve, pois especialmente eles te ouvem e compreende. Aos poucos comecei a ver as coisas de outra forma. Agora posso entender que estou aqui para ser feliz e este apoio recebido, esta gratidão de semanas e semanas, é que você descobre o seu eu. Você se encontra consigo mesma. Hoje sou outra pessoa, faço dança, ouço músicas agradáveis, faço coisas que me fazem bem. Essa dedicação da minha psicóloga mudou minha vida, meus sorrisos e até observo mais a natureza, contemplando cada minuto da minha vida. Agradeço a Deus primeiramente, e a minha psicóloga Carolina que tanto se empenhou, se dedicando e abraçando essas causas para eu ter dias melhores. E graças a terapia continuo meu acompanhamento com ela. Mas para fazer (diferença) diferente, para adquirir mais conhecimento e também falar das minhas alegrias. Afinal essas alegrias se resume em cada sessão que frequentei com dedicação. É como se fosse competição e venci esses obstáculos e desafios. Hoje posso subir ao último degrau do pódio e gritar, que consegui chegar. Sou grata à psicóloga Carolina por essa batalha e auxílio benéfico que me fez descobrir coisas diferentes que meus olhos até então não viam. Beijos Carolina, obrigada. Abraços a todos. (Iniciei a terapia em 15 de março de 2018)

4 – M.V – 21 anos – sexo masculino. 

5 – A.M.M.P – 39 anos – sexo feminino. 

Acredito que a busca pelo autoconhecimento é algo que deveria ser rotineiro na vida de todo cidadão. Em 25 de agosto de 2017, meu irmão de 39 anos, cometeu suicídio. Foi algo que abalou psicologicamente toda a família. Eu, em particular me senti totalmente desestruturada, sem chão. Foi um período muito difícil, tive consciência que não conseguiria superá-lo sem ajuda profissional. Por este motivo procurei ajuda nas terapias semanais. Os primeiros encontros se converteram em relatos de choro, quase incontroláveis, dor ao tentar falar sobre o assunto, até mesmo era difícil pronunciar alto o nome do meu irmão falecido. As imagens, memórias visuais, sobre os últimos encontros com meu irmão eram acionadas de forma involuntária e repetidas vezes durante minha rotina diária. Aos poucos o processo de soltura da dor interna, foi sendo conduzido. O estado de culpa frente ao acontecimento que não tive o menor controle para evitar, teve uma compreensão lenta e gradual. A cura da dor interna, da compreensão e da aceitação dos fatos reais, do entendimento e da revisitação do trauma sofrido, foi buscada a cada sessão. Com o passar dos tempos as sessões de terapia se transformaram em encontros com o alívio, com o equilíbrio, com o acalmar-se, com o auto-perdão. Assim se transcorreram os primeiros seis meses de encontros semanais. Após este período mais crítico comecei a trazer para as sessões outras inquietações, outros conflitos internos que sempre estiveram em mim, mas estavam adormecidos e precisavam ser cuidados. Foi então que começamos uma nova empreitada, que vez ou outra se contaminava ainda pela revisitação do trauma que me levou a começar a terapia. Continuamos; a busca agora era pelo auto-conhecimento, por processos de cura de dores carregadas desde a infância, mas que ainda eram latentes no subconsciente da vida adulta. A leitura do livro “Volta ao Lar”, foi fundamental, me ajudou e ainda me ajuda a compreender a criança ferida que há dentro de mim e precisa de acolhimento e cuidado para me transformar em um adulto melhor. Sinto com este processo que transformações profundas acontecem em mim a todo instante. Hoje me vejo com uma postura mais ativa no enfrentamento de problemas no trabalho, na família e nos relacionamentos em geral. Um ponto que tem ficado cada vez mais claro é a capacidade e o exercício da auto-escuta, da auto-percepção em busca de uma melhor organização do pensamento, vislumbrando um olhar maior sobre o que há em mim e precisa ser cuidado. Atualmente algo que vem ganhando espaço maior nas sessões é o relato e estudo dos sonhos vividos por mim e relatados nas sessões. Eles sempre tem revelações a fazer e nós, sozinhos, nem sempre somos capazes de compreender.

Penso que a busca é contínua e é preciso estar aberto para o auto reconhecimento, tanto para revelações boas quanto para revelações ruins a cerca de si próprio. Ainda hoje após quase dois anos do início da terapia, sinto que estou em um grande processo de cura. (21/08/2019)

 

6 – M.B – 30 anos – sexo feminino

“Comecei a terapia com a Carolina meio por um acaso, ela me explicou como ela trabalhava e eu fiquei muito interessada desde o primeiro dia, foi meu primeiro dia de percepção como me conhecer era interessante e importante. Aprendo cada dia com ela sobre mim mesma, sobre meus medos, minhas autossabotagens, minhas qualidades… daí é o primeiro passo para conseguir melhorar naquilo que acho que não é bom pra mim. Carolina me faz questionamentos às vezes tão profundos que sou capaz de ficar pensando a respeito um mês, o mais incrível é como esses pensamentos simplesmente fluem na hora que devem fluir, não é nada forçado, nada de caso pensado, só flui. As sessões são fantásticas, ela deixa a gente muito a vontade e confortável pra falar o que vier na cabeça, esse é outro ponto interessante, quando você fala em voz alta algo que muitas vezes tem vergonha de dizer até pra si mesmo, na maioria das vezes, passa a ter outra percepção sobre aquilo.” (2/08/ 2020).