A sua terapia e o seu dinheiro

seu dinheiro

Que tema estranho esse, não?

Sim, parece um pouco estranho mesmo. Mas resolvi falar sobre isso pois considero  importante compreendermos a relação que uma coisa tem com a outra, e portanto nos conscientizarmos. E talvez isso não seja muito simpático de minha parte, confesso.

Porém, o objetivo deste texto de hoje contribui para fazermos uma reflexão sobre o que priorizamos em nossas vidas. Muitas pessoas buscam a terapia como se isso fosse algo mágico, através do qual todos seus problemas serão resolvidos imediatamente, como um milagre e ainda por cima pelo terapeuta! Claro que o terapeuta tem participação ativa no processo e se envolve também! Mas se o envolvimento e engajamento não vier primeiramente do próprio buscador, que efeito terá? Já falei um pouco sobre isso no meu texto Psicoterapia.

Só podemos almejar determinada eficácia de um processo psicoterapêutico quando há comprometimento por parte do cliente. E esse comprometimento costuma ser peculiar, ou seja, algumas vezes a sua forma pode variar de pessoa pra pessoa. Para facilitar, darei alguns exemplos simples sobre como isso pode se manifestar: um cliente que raramente atrasa, que raramente se ausenta, que reflete sobre suas questões e age quando for necessário, etc. Mas não por aparência, será algo natural.

E o que isso tem haver com dinheiro? Simples: a forma como você lida com o pagamento de sua terapia vai mostrar de certa forma a importância que ela tem ou deixa de ter pra você. Não estou me referindo aqui sobre as dificuldades reais com relação a datas e valores e etc, isso tudo pode ser conversado com seu terapeuta. Refiro-me ao simbólico, aquilo que fica nas entrelinhas e que de alguma forma faz parte do seu processo terapêutico – se você quiser aproveitar pra evoluir nisso também. Uma coisa é expor sua dificuldade, fazer um combinado e cumprir com isso, outra coisa é expor dificuldade, fazer o combinado e não cumprir! É aqui que deveria começar o ponto de reflexão…

dinheiro voa

Se ainda há uma dificuldade real, se o combinado não ficou favorável ao seu cumprimento, conversa de novo, compreende e vence essa barreira da dificuldade de se expor, de se assumir, de saber conversar e se colocar, colocar sua real situação. Mas, se você não faz isso por estes motivos, está na hora de refletir sobre sua atitude com relação ao seu próprio processo. E se quiser ampliar mais, observe como lida com você mesmo, com aquilo que considera importante e como lida com o dinheiro na sua vida de uma forma geral. E se não quiser pensar em nada disso, é um direito seu! Mas seria mais digno se pelo menos admitisse, ao invés de ficar tentando passar uma imagem que não é nem um pouco “bonitinha”, pelo contrário. Então, se isso não é importante pra você, se a terapia também não é, admita, é mais simples do que pensa. E se não se identificou com o terapeuta e sua forma de trabalhar, também é simples de resolver.

Pois bem, voltando ao assunto do dinheiro – que é algo que precisamos desmitificar no ramo da Psicologia, por isso resolvi abordar este tema. Psicoterapia é algo realizado por um profissional, não estranhe se o terapeuta te cobrar, a realidade é que se você está devendo deve mesmo ser cobrado! Em qualquer profissão em qualquer lugar do mundo você será cobrado se dever algo. Não é porque lidamos com as dores humanas que deixamos de ser profissionais! Pelo contrário, devemos ser cada dia mais, para inclusive termos mais e mais capacidade para realmente ajudá-lo! E isso exige muito estudo, muita supervisão, muita terapia, muito trabalho interno de quem cuida de você.

Felizmente, cada dia mais a gente encontra formas que diminuem as frestas da desonestidade, mas naturalmente ela poderá aparecer algum dia, se isso precisar vir à tona no processo de alguém. “Enriquecidos” ficarão, aqueles que souberem aproveitar a oportunidade para se melhorarem com cada experiência!

Finalizo com uma imagem bacana de uma fanpage bem descontraída!

paga meu psicologo

😉

Grande abraço!

 

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